sexta-feira, 13 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Os Palavrões também são importantes!

Já vi esse texto atribuído à Luis Fernando Veríssimo, Millôr Fernandes e Arnaldo Jabor. Já vi também na peça "Nóis na Fita" dos talentosos Leandro Hassum e Marcius Melhem.
Não sei exatamente quem é o autor. Mas o fato é que o texto é ótimo...

"Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.
É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.
"Pra caralho", por exemplo.
Qual expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade do que "Pra caralho"?
"Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!".
O "Não, não e não!", assim como o "Absolutamente Não" já soam sem nenhuma credibilidade.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranquila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência.
Solte logo um definitivo Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Caetano Veloso.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e enforcadora derivação "vai tomar no meio do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável! , se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no meio do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Liberdade, igualdade, fraternidade e Foda-se!"

Mudando o rumo da história!


"Mãe?"

Vi no Um Sábado Qualquer

terça-feira, 27 de julho de 2010

Como receber reembolso do dinheiro do Windows!

Ótima dica do meu ex-professor, amigo e, nas horas vagas, nerd de plantão Andre Noel.

"Agora em junho comprei um notebook da Dell, que alguns conheceram no FISL e outros conheceram no meu último post, e logo que recebi liguei para pedir reembolso do dinheiro do Windows. Vou contar como foi, até para que sirva de referência para outros.

Eu gostaria muito de comprar esse notebook já sem o Windows, fosse com o FreeDOS, que veio com o desktop que comprei na Dell há três anos, fosse com qualquer distribuição Linux, como vem no computador para todos… Mas a Dell não te dá opções em diversas das máquinas.

Então, aproveitei a experiência de um amigo que postei aqui no blog em 2007, e liguei o notebook a primeira vez, sem aceitar o termo da licença. Então liguei ao suporte (é aí que você deve ter paciência).

[...]"

Leia o post na integra aqui.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Técnico Argentino na Seleção Brasileira?

Achei o texto abaixo no blog Memória E.C. e achei interessante. Até porque foi um grande momento da história do Palmeiras.
Segue o texto na integra:

"Na próxima sexta-feira, o Brasil vai conhecer o ocupante de um dos cargos mais importantes do país: o de treinador da seleção nacional de futebol. A pessoa que vai ter a responsabilidade extra de comandar a equipe na preparação para a Copa do Mundo a ser disputada no país em 2014.

Vários nomes foram citados para o lugar de Dunga: Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Leonardo, Ricardo Gomes. E Mano Menezes, considerado, agora, o favorito para ocupar o cargo.

Mas em nenhum momento um nome de um técnico estrangeiro foi comentado. Ainda é inconcebível para muitos brasileiros que um ‘forasteiro’ comande a única seleção cinco vezes campeã mundial. Imaginam que seria um risco ao estilo nacional de jogar.

Mas a seleção brasileira, em seus 96 anos de históira, chegou a ser treinada por um estrangeiro. Nascido…na Argentina.

Em 7 de setembro de 1965, o selecionado foi convidado para participar das festividades de inauguração do Mineirão. E a CBD decidiu chamar o Palmeiras para representar o país em um amistoso contra o Uruguai.

O elenco do clube paulista contava com jogadores com experiência no selecionado nacional ou que seriam convocados no futuro. No primeiro grupo, estavam o bicampeão mundial Djalma Santos, Julinho Botelho (um dos destaques da seleção na Copa de 54), Djalma Dias, Servílio, Rinaldo e Valdir de Moraes. No segundo, jovens como Ademir da Guia e Dudu.

E além dos atletas, o Alviverde cedeu também para a seleção o seu treinador: o argentino Nélson Ernesto Filpo Nuñez (na foto, de óculos escuros).

Nascido em 19 de agosto de 1920, em Buenos Aires, Filpo Nuñez iniciou sua trajetória no futebol brasileiro em 1955, dirigindo o Cruzeiro. E ganhou destaque no Palmeiras, no qual montou a chamada “verdadeira Academia” em 64/65. Também trabalhou no Corinthians, Vasco, Portuguesa, Guarani, Atlético-PR, Botafogo-PB, entre outros.

Sob a batuta do argentino e com o entrosamento obtido no Palestra Itália, a ’seleção brasileira palmeirense’ derrotou o Uruguai com autoridade: 3 a 0, gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano.

Um jogo que entrou para a história do selecionado mais vitorioso do futebol mundial. Na única vez em que foi treinado por um estrangeiro, venceu.

Brasil 3 x 0 Uruguai

Data: 7/9/65
Local: Mineirão
Público: 80 mil pagantes (extra-oficial)
Renda: Cr$ 49.163.125,00
Árbitro: Eunápio de Queiroz (Brasil)
Gols: Rinaldo, aos 27, Tupãzinho, aos 35 minutos do primeiro tempo, e Germano, aos 29 da etapa final.

Brasil: Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario). Treinador: Filpo Nuñez.

Uruguai: Taibo (Fogni); Cincunegui (Brito), Manciera e Caetano; Nuñes (Lorda) e Varela; Franco, Silva (Vingile), Salva, Dorksas e Espárrago (Morales)."

Fonte Memória E.C.

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